terça-feira, 18 de março de 2014

O que é fisioterapia gerontológica?



Fisioterapia Gerontológica é a área da fisioterapia especializada no atendimento da pessoa idosa, podendo atuar na prevenção e reabilitação, com o objetivo de promover a independência funcional do idoso para as tarefas básicas de vida diária, no intuito de minimizar as conseqüências das alterações fisiológicas e patológicas do envelhecimento, contribuindo assim na melhora da qualidade de vida.




Consiste na realização de um atendimento global ao paciente, por meio de:




-uma avaliação detalhada;

-um plano de tratamento, que pode conter o treino de equilíbrio e marcha; ganho de força muscular, flexibilidade e propriocepção; prevenção de quedas por meio de orientações e adaptação ambiental;

-e muitas outras condutas de acordo com as necessidades de cada idoso.




Por se tratar do enfoque gerontológico, a fisioterapia gerontológica consiste em uma abordagem integral e humanizada do idoso, enfocando as particularidades do processo do envelhecimento, mas valorizando a singularidade do idoso, por meio da sua história de vida.




Estas afirmações vão de acordo com Netto (2006), que considera importante observar aspectos como histórico clínico, familiar, social e psicológico do idoso, buscando a integração multidisciplinar, além do envolvimento com a família e cuidadores, são alguns dos itens que devem estar presentes na abordagem que o fisioterapeuta especialista em gerontologia deve ter.




Para exemplificar, cito um atendimento fisioterapêutico não especializado no idoso, no qual o profissional atenderia o paciente o abordando da seguinte forma: caso clínico-paciente idoso, de 68 anos com dor nos joelhos devido artrose. Neste caso o profissional estaria levando em conta apenas a patologia do paciente.




Agora o mesmo caso clínico, se fosse visto com uma abordagem fisiogerontológica, seria da seguinte maneira: paciente idoso, de 68 anos, viúvo, mora sozinho, pai de 4 filhos, aposentado, que tem dor nos joelhos por causa da artrose, devido ao fato de ter trabalhado durante 30 anos como lavrador e hoje está restrito de suas atividades sociais devido a dor, pois não consegue mais caminhar a longas distâncias.




Neste segundo caso o fisioterapeuta por ser especialista em gerontologia vai ter uma abordagem mais global do paciente, vai tratar dos joelhos do idoso, além de considerar todo o seu contexto social que é muito importante para o bom andamento da fisioterapia.




Todos estes questionamentos sobre a história de vida do paciente devem fazer parte da avaliação que o fisioterapeuta especialista em gerontologia precisa ter ao abordar o idoso, além, é claro de uma anamnese minuciosa, uma avaliação fisio-funcional, a verificação do acesso à rede de suporte social, ter atenção nas relações familiares, atividades de lazer entre outros fatores.




Além dos recursos oferecidos pela fisioterapia, o fisioterapeuta especialista em gerontologia deve incluir, em seu tratamento, uma abordagem diferenciada do paciente, considerando que se trata de um sujeito idoso, tendo com isto as particularidades do processo de envelhecimento, além de uma história de vida que inclui relações familiares e com cuidadores.




Isto faz com que o tratamento não se restrinja apenas nas questões físicas, mas também valoriza os aspectos psicossociais do idoso, a sua interação com a família, seus papéis sociais, atividades de lazer e motivação no dia-a-dia.




Aspectos estes que se forem observados pelo fisioterapeuta, o andamento do tratamento poderá ter resultados muito satisfatórios.


Cristina Ribeiro

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Fisioterapia: Maior qualidade de vida para os idosos

A fisioterapia geriátrica, destinada ao tratamento de diversas doenças relacionadas ao avanço da idade, atua na prevenção e reabilitação do idoso com objetivo de melhorar sua autonomia e qualidade de vida. Com exercícios diversificados e especiais para cada necessidade, essa modalidade de fisioterapia visa melhorar a força muscular, o equilíbrio, a capacidade respiratória, bem como tratar incontinência urinária, dores e postura, além de melhorar flexibilidade e coordenação motora.

De acordo com a fisioterapeuta Áurea Gonçalves Ferreira, especialista em fisioterapia geriátrica, atualmente a especialidade consegue obter resultados no tratamento de portadores da doença de Parkinson e do mal de Alzheimer. “Hoje em dia vem se descobrindo com mais frequência o aparecimento dessas doenças classificadas como patologias geriátricas e, portanto, atinge mais os idosos. Entretanto, vem se questionando muito o desenvolvimento dessas doenças degenerativas em adultos de faixa etária de 35 a 45 anos, especialmente o Parkinson”, revela.

Segundo a especialista, as duas doenças degenerativas podem levar o paciente ao óbito, embora o mal de Alzheimer tenha um progresso importante de cinco a 10 anos após o diagnóstico. No entanto, Áurea Ferreira destaca que, especialmente no caso do Parkinson, a morte acontece se nada for feito para diminuir a progressão da doença e seus efeitos sobre a vida do portador. “Enquanto o Alzheimer é uma doença silenciosa, o Parkinson, que tem quatro fases, é visível a partir da primeira etapa. No caso do Alzheimer, a doença atrapalha o trabalho dos neurônios, na hora que a pessoa busca formar um raciocínio e a cognição que a doença atua causando degeneração da memória, do raciocínio e da coordenação motora”, frisa a fisioterapeuta.

A fim de evitar a progressão e as limitações das duas doenças, a especialista ressalta que o ideal é buscar um diagnóstico cada vez mais precoce. “Por serem doenças genéticas, quanto melhor a qualidade de vida mais tempo se poderá atrasar seu desenvolvimento. Sendo que diagnóstico precoce é somente com avaliação física. O Alzheimer é muito confundido com a demência do envelhecimento que todos nós, que um dia podemos desencadear através do esquecimento, que é algo normal do envelhecimento, mas, é sempre bom buscar o diagnóstico objetivo de um profissional”, completa.
Fonte: JM Online